Bom dia a todos.
Caríssimo diretor, caro vice-diretor, caros coordenadores e professores, caro Presidente da Associação de Pais e Mestres, caro Presidente
da Associação de Alunos, caros colegas Presidentes de lista, colegas de lista,
e caros delegados,
É com enorme orgulho e
gratidão que tomo posse como Presidente da Associação de Alunos do Externato
Marista de Lisboa.
Gostaria de agradecer,
antes de mais, a todos os alunos que, nas últimas eleições, expressaram a sua
vontade nas urnas. Ao votarem, não só usufruíram de um direito que por si só
vale muito, e pelo qual muitos estudantes lutaram em gerações passadas; além
disso, por terem sido tantos a votar, contribuíram para elevar as expetativas
em torno da Associação, e elevar também a responsabilidade de fazer cumprir
aquilo que prometemos.
Agradeço a todos os meus
colegas de lista, sem os quais eu certamente não estaria aqui, e que provaram,
com uma grande campanha, que o nosso projeto é possível, e que merecem estar
aqui, para este mandato que hoje se inicia.
Agradeço, também, à
Direção, aos coordenadores, aos professores e funcionários que com o maior zelo
acompanharam todo o processo de campanha e eleições do princípio ao fim.
Ao Diogo e ao Filipe, e
a todos os membros da lista C, que hoje termina o seu mandato como Associação,
um sincero obrigado pelo empenho e pelo trabalho demonstrado ao longo do ano. E
aos meus dois colegas, Presidentes das listas M e Tag, Gonçalo e João, obrigado
pelo esforço e dedicação com que dignificaram e engrandeceram esta campanha, e
espero que juntos possamos trabalhar para que a voz de todos os alunos, do 5º
ao 12º ano, não apenas da maioria, seja ouvida da melhor forma.
A todos agradeço a vossa
presença, e espero estar à altura da confiança com que me honraram nestas
eleições.
Terminada a campanha e
as eleições, arrumados os panfletos e os cartazes, feitos os festejos da
vitória, começa agora o trabalho árduo, e duro, de fazer cumprir o que
prometemos e honrar essa confiança em nós depositada. Nada será fácil, mas uma
coisa garanto: faremos o nosso melhor, cientes da realidade em que vivemos e
das limitações que temos, mas também não esquecendo os desejos e as vontades de
cada aluno. Acima de tudo tentaremos honrar aquele que é o espírito marista,
com uma ação sempre pautada pelas três violetas, esse três princípios que estão
na base desta instituição: a humildade de quem reconhece os seus próprios erros
e procura soluções melhores; a simplicidade de quem age com franqueza e
naturalidade, sem rodeios, sem mentiras, sempre à vista de todos; e a modéstia
de quem não admite luxos ou vaidade, ambições ou pretensões, mas está ciente
das suas limitações e tenta fazer o melhor a partir disso. Agiremos sempre
segundo esse espírito. O espírito que há mais de 60 anos levou os irmãos
Gabriel e Cirilo Manuel a virem para Portugal e aqui edificarem o primeiro
colégio marista. O mesmo espírito que cem anos antes tinha levado Marcelino
Champagnat a não se conformar com o estado das coisas, a dar um passo em frente,
a encontrar mudanças para um mundo que, no caos da revolução e do Terror,
esmorecia no medo e na insegurança, no ódio e no radicalismo. O espírito que o
levou a fundar a Congregação que tem o nome de Maria no seu símbolo e que hoje
se espalha pelos cinco continentes. Esse espírito que tem como objetivo, único
e grandioso, o de formar bons cristãos e virtuosos cidadãos.
Conscientes disto,
tomaremos sempre as nossas decisões nunca indo contra os valores que fizeram
desta escola aquilo que ela é hoje. Ajudaremos os nossos alunos promovendo e
auxiliando o estudo. Incentivaremos a prática desportiva, que tanto nos
distingue das outras escolas. Encontraremos novas formas de lazer, novos tipos
de conforto que façam com que os alunos se sintam melhores no espaço escolar,
tentando sempre equilibrar o descanso e o trabalho. A partir de coisas
pequenas, coisas práticas, esperamos fazer a diferença.
Tentaremos aproximar os
alunos daquela que é a sua Associação.
Quaisquer sugestões e críticas serão bem-vindas. Aos mais céticos e
pessimistas, mostrar-vos-emos que, quando se quer, tudo é possível, mesmo com
os recursos mais limitados. Aos que, como nós, desejam uma escola melhor, e uma
Associação próxima de todos os alunos, juntem-se a nós, tomem este projeto como
vosso. Mais do que simples promessas, mais do que palavras ocas, no fim, o que
importa é o que fizemos pela escola. E isso não vem apenas de nós; se queremos
que o nosso projeto tenha verdadeiramente sucesso, precisamos, também, da vossa
ajuda, do vosso entusiasmo. Contamos com isso.
Aos delegados aqui
presentes, desejo votos de sucesso para todo este ano. Que sejam exemplos para
todos os alunos, e que dignifiquem a posição que os vossos colegas vos
confiaram, essa posição tão importante que é a de representar uma turma
inteira. Também vocês têm um papel central nesta escola. Espero que, juntos,
possamos representar e servir os interesses de todos os nossos colegas, e
erguer mais alto o estatuto e a obra desta Associação.
Hoje toma posse uma
lista que não representa apenas uma maioria, mas todos os alunos. Exatamente
por causa disso, aproveito para tomar como lema, na linha do que a nossa lista
representa, e esquecendo por um momento eventuais relações com entidades
desportivas que se possam fazer, um célebre provérbio latino: “E pluribus
unum”. De muitos, um. Porque não obstante todas as diferenças que nos separam, ou
quaisquer motivos que nos dividam, existe uma coisa que nos une, que nos
distingue a todos, e que marca toda a diferença: sermos alunos do Externato
Marista de Lisboa.
Daremos o nosso melhor.
Com esforço, com perseverança, com humildade, simplicidade e modéstia. Juntos
poderemos fazer a diferença. Porque esta é a vossa associação. Porque juntos
somos mais, e juntos somos um, e juntos podemos fazer história nesta Associação
de Alunos. Agora, mãos à obra.
Obrigado a todos.